Sempre estamos impondo um conceito artístico na mixagem



Antes de começar uma mixagem, ou mesmo uma gravação, é comum ser definido o conceito artístico a ser utilizado naquele projeto.


Uma forma simples de se entender isso pode ser: um cantor gritando a letra no microfone, com a banda tocando riffs de guitarra distorcida e a bateria fazendo um ritmo acelerado com um timbre bem cortante. Mesmo que seja uma banda de axé, essa estética vai lembrar um pouco as bandas punk, que são a principal referência desse conceito artístico.


Esse mesmo efeito ocorre durante a mixagem, ainda que em menor escala.


Se nós trouxermos muito o grave do contrabaixo e ao mesmo tempo o agudo dos pratos da bateria e do reverb, estamos implicitamente impondo uma estética consagrada na dance music.


Se nós utilizarmos muito claramente um filtro passa baixas ao redor de 12 kHz, com o slope bem folgado (por exemplo 3dB/oitava) e um compressor do tipo FET destacado o impacto dos instrumentos na região média do espectro, estamos implicitamente impondo à mixagem uma estética consgrada do rock dos anos 1970.


Portanto, se pensarmos bem, tudo que fazemos impõe, de uma forma ou de outra, um conceito artístico à mixagem.


Encontrar o melhor conceito artístico para uma mixagem exige sensibilidade e técnica. Essa decisão sempre que possível deve ser tomada em conjunto ao artista, pois ao final das contas, o (a) artista que será reconhecido pela mixagem que você fez.


Parece complicado?


Quando se domina as técnicas de mixagem e também de produção musical, é bem intuitivo encontrar ou mesmo alterar o conceito artístico de uma mixagem.


Pensando nisso criamos o #BoraMixar, um treinamento online em mixagem e produção musical, onde você vai ser acompanhado por mim durante o seu processo de aprendizagem, mesmo que não saiba nada de mixagem ou produção. Para maiores informações, segue o link abaixo:


http://www.ruacinco.com/boramixar


Forte abraço!




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